"Das flores que nascem,
Das flores que morrem.
Só as que morrem é que eu vejo.
Nada mais passa por estes olhos,
Já cansados de tanta tristeza.
Cores,
Já não as há.
Todas elas se foram,
Assim como o amor.
E no lugar deste,
E de todos os outros sentimentos que o jovem deve ter,
Tenho um buraco negro.
Do tamanho do mundo,
Mas no lugar do meu coração.
Nada,
Nada."
21-08-2009
E tu, que prometeste ir para lá,
Hoje afastas-te,
A passo de caracol,
Em direcção oposta à de mim,
Para aumentar o meu sofrimento.
Eu,
Que com o meu amor e esperanças
Uma escada construí,
Para poderes ser tu
E só tu
A entrares pelo muro
Do meu coração.
Tu e só tu.
O mesmo "tu" que agora me abandona
E me deixa a ser sugado,
Pelo meu próprio eu,
Pelo meu, buraco negro
Pelo meu coração,
Pelo meu amor,
Meu amor por ti
domingo, 23 de agosto de 2009
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