quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Movimentos Teatro Expressão Corporal

Que título tão grande e farto e cheio de coisas não?
Sim, têm razão. Mas tem um propósito.
Propósito este que não é mais do que..
Não me esquecer,
Tipo logótipo do dia de hoje.
Mais propriamente,
Dum acontecimento de hoje.
E eis-lo:

Contexto:
Teatro, palco principal.

Exercício de expressão corporal que consistia em
Pensarmos em algo pessoal:
memórias, acontecimentos, etc
Pensarmos numa pessoa que nos dissesse algo
E expressarmos isso,
Sem muita mímica,
Mais por movimentos,
Todo o tipo de movimentos!

Pensei nela (incógnita por agora, mas já previamente referida neste blog)
E pensei em algo que queria que acontecesse.

Eu sentia-me sozinho.
Deambulava pelas ruas,
Por sítios,
Sozinho.

Até que me sentei.
Cabeça enfiada nos joelhos
E absorto de mim.
Toquei-me pois era o toque dela que queria
Não o meu, pois esse eu já conheço,
(bem demais!..)
Então, quando já estava a urgir de desespero,
Senti outros choques electro-emocionais,
Vindos de outro toque,
De outra mão!

Era a mão dela,
Daquele raio de sol,
Aquele anjo viandante, caminhante..
Levantei a cabeça,
A custo de mil toneladas de esperança
E iluminou-se em mim algo único até à data:
Um sorriso.

Vi pela primeira vez o meu amor!
À minha frente!
À frente dos meus olhos
Que continuavam a não querem acreditar
(e quem dizia os olhos dizia o resto do corpo todo!)

Mas lá estava ela!
E a convidar-me com a sua mão para a acompanhar.

Assim o fiz.

Peguei na mão dela
E assim ela me conduziu
Não por vales ou caminhos
Riachos ou paisagens.

Levou-me por mim
E por ela.
E pelos meus relacionados
E os relacionados dela.

E assim chegámos.

Onde?
Não sei,
Não me interessava.
(no amor nunca interessa o sítio pois não?)

E sentou-me.
(sim, ela sentou-me! tal era ainda o meu estado sonhador!)

Ficámos a olhar um para o outro.
Como.. como nunca tínhamos assim olhado.

E aí ela senta-se ao meu lado.

Cada milímetro
E cada segundo
Do movimento dela.
O meu Eu todo seguiu.
Fascinado
Atordoado.

Esbocei um sorriso e meio.
E ela assim me retribuiu.

No auge de tudo,
Encostei meus cabelos (enriçados de dias de longa espera)
(Espera de desespero, e esperança!, sempre!)
E assim fiquei,
A derreter-me de emoções.

Mas,
Como tudo o que é bom acaba depressa.
Assim se fez.

E.. Puff.

Desapareceu..

Meu corpo,
De tal desamparo,
Caiu,
No chão
(sim, naquela altura tornou-se chão, chão frio e duro.)
Tal caída,
Fez-me estremecer o coração,
O cérebro,
Todo o meu corpo.
E logo nesse momento,
O meu Eu lançou duas mensagens ao ar:

A primeira foi:
"Ela foi-se."

A segunda (e último acto ainda vivo) foi:
"Por favor, volta"


E foi isto. Fim

(Burda)

2 comentários:

martanaia disse...

perfeito miguel *.*

acho que qalqer um se consegue reviver nestas palavras!

simples. puro. verdadeiro.
as tuas palavras sentem.se! :)

Anónimo disse...

Caiu me umas lagrimas,visualizei tudo o que contas-te,expressas-te maravilhosamente,de uma forma bela.